quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Uso da palavra...

Foto: Cibele Delfim

O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água, pedra, sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos,
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

-Manoel de Barros

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pó de Pirlimpimpim

...Responde Visconde, responde pra mim, qual é a fórmula do pó de pirlimpimpim?
Este é um trecho de uma música de Maurício Pereira. Ao ouvir recordei a infância e encontrei um texto que diz muito sobre esta magia que não deveríamos esquecer!
Para ler mais acesse o site:
http://www.zenite.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=401417

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O mar é imenso?

Foto: Cibele Delfim

Pranto para comover Jonathan

Os diamantes são indestrutíveis?
Mais é meu amor.
O mar é imenso?
Meu amor é maior,
mais belo sem ornamentos
do que um campo de flores.
Mais triste do que a morte,
mais desesperançado
do que a onda batendo no rochedo,
mais tenaz que o rochedo.
Ama e nem sabe mais o que ama.

Adélia Prado

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Viagem...

Foto: Cibele Delfim & Márcio Moreira

A viagem mais importante que podemos fazer na vida é encontrar pessoas pelo caminho.
(Autor desconhecido)

É pelo silêncio que se entra nesse lugar...

Foto: Cibele Delfim




O silêncio permite-nos ter uma vida por dentro, qualquer coisa que flutua por cima da pressa, da confusão das sensações, das notícias de jornal. Qualquer coisa que – para dizer de outra forma – permanece em sossego, como o fundo do mar, muito longe do reboliço superficial das ondas e do vento.
É pelo silêncio que se entra nesse lugar. E era importante que lá entrássemos, porque só assim nos aproximaremos da nossa dimensão humana. Todos devíamos ter um pouco de pastor ou de marinheiro, os clássicos vizinhos dos grandes horizontes e das estrelas.
É dentro de nós que nos podemos conhecer a nós mesmos e conhecer verdadeiramente o que são as coisas e as pessoas e os acontecimentos. Dentro de nós é que havemos de encontrar as sementes do ideal, do sonho nobre, da força para resistir e avançar. E se houver Deus é dentro de nós que O podemos conhecer bem.
(Paulo Geraldo)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Noite...

Foto: Cibele Delfim


Beira-mar
EU ENTENDO A NOITE COMO UM OCEANO
QUE BANHA DE SOMBRAS UM MUNDO DE SOL...
Luz do Sol