terça-feira, 24 de abril de 2012

É Preciso...

Foto: Cibele Delfim

"É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas..." 
Antoine de Sain Exupéry

Fluir...

Foto: Cibele Delfim

 "Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado... Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo...É na mudança que as coisas acham repouso..."
Heráclito

domingo, 8 de abril de 2012

Está bem aqui...

Foto: Cibele Delfim

Bem Aqui
Marisa Monte

Pra que ficar mas
Pra onde ir
Todo lugar tem
O seu aqui
Se a gente vai e vem
Se a gente nem
Sabe onde está bem
Está bem aqui

quinta-feira, 29 de março de 2012

Bem me quer...Mal me quer...

Foto: Cibele Delfim

"O coração não se pode dominar, nem há meio de impor-lhe um sentimento".

Machado de Assis

Superfície...

Foto: Cibele Delfim

Alma!
Zélia Duncan

Deixa eu ver sua alma
A epiderme da alma
Superfície!
Alma!
Deixa eu tocar sua alma
Com a superfície da palma
Da minha mão
Superfície!...
Easy! Fique bem easy
Fique sem, nem razão
Da superfície!
Livre! Fique sim, livre
Fique bem, com razão ou não
Aterrize!...
Alma!
Isso do medo se acalma
Isso de sede se aplaca
Todo pesar não existe
Alma!
Como um reflexo na água
Sobre a última camada
Que fica na
Superfície!...
Crise!
Já acabou, livre
Já passou o meu temor
Do seu medo sem motivo
Riso, de manhã, riso
De neném a água já molhou
A superfície!...
Alma!
Daqui do lado de fora
Nenhuma forma de trauma
Sobrevive!
Abra a sua válvula agora
A sua cápsula alma
Flutua na
Superfície!...
Lisa, que me alisa
Seu suor, o sal que sai do sol
Da superfície!
Simples, devagar, simples
Bem de leve
A alma já pousou
Na superfície!...
Alma!
Daqui do lado de fora
Nenhuma forma de trauma
Sobrevive!
Abra a sua válvula agora
A sua cápsula alma
Flutua na
Superfície!...
Lisa, que me alisa
Seu suor, o sal que sai do sol
Da superfície!
Simples, devagar, simples
Bem de leve
A alma já pousou
Na superfície!...
Alma!
Deixa eu ver sua alma
A epiderme da alma
Superfície!
Alma!
Deixa eu tocar sua alma
Com a superfície da palma
Da minha mão
Superfície!...
Alma!
Deixa eu ver!
Deixa eu tocar!
Alma! Alma!
Deixa eu ver!
Deixa eu tocar!
Alma! Alma!
Superfície
Alma! Alma!
ALMA!

Pisar o Chão

Foto: Cibele Delfim

Quem Pisou o meu Chão?

antes de eu pisar aqui onde piso
quem pisou antes de mim?
quem foi que foi onde agora sou eu?
quem pisou o chão da minha casa
antes da minha casa se erguer?
aquele que trabalhava na construção civil
que eu nunca vi e que nunca me viu?
e antes dele
quando era só campo ou mato ou banhado?
passou por aqui um guerreiro
que tenha morrido ou tenha matado?
pisou onde estou algum bicho?
carneiro cavalo jaguar ou guará?
será que algum dia de novo esse bicho
a sua pata-pegada aqui deixará?
um homem pré-histórico
pisou a minha casa futura?
ou minha casa um dia serviu
de uma milenar sepultura?
e antes ainda nos tempos estranhos
de monstros e de dinossauros...?
que pata acompanhou o  meu passo
sem nunca saber que estaria
no meu mesmo invisível compasso?
e que mistério existido sem conhecimento
fora da ciência e da consciência
e de qualquer momento
pode ter um dia pisado o meu piso?
queimou o meu chão um dragão?
não sei, só sei que tudo passa:
estes passados versos que escrevo
também um dia serão pisados
por uma traça...

Tenho Sede


Foto: Cibele Delfim
Tenho Sede

Traga-me um copo d'água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d'água
E os meus olhos pedem teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede teu amor
Se não me deres, posso até morrer

Gilberto Gil/ Dominguinhos

segunda-feira, 26 de março de 2012

O que você quer saber de verdade...


O que você quer saber de verdade
Arnaldo Antunes

Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade
(...)
Foto: Cibele Delfim

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Do Amor...

Foto: Cibele Delfim





Do amor

O meu amor sai de trem por aí
e vai vagando degavar para ver quem chegou
O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer

Olho no olho
e flor no jardim
Flor, amor
Vento devagar
vem, vai, vem mais




Tulipa Ruiz

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eu...

Foto: Amiga Gláucia




Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.
Clarice Lispector

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Foto: Cibele Delfim



Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
Clarice Lispector

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Apesar de... II

Foto: Cibele Delfim



“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das conseqüências.” - Pablo Neruda

Apesar de...

Foto: Cibele Delfim



... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.

Clarice Lispector

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Encerrando ciclos...

Foto: Cibele Delfim

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Fernando Pessoa

terça-feira, 5 de abril de 2011

Em cada degrau...

Foto: Cibele Delfim


(...)Em cada degrau, há sentimentos:
Ternura, medo, esperança, alegria e coragem.
Cada qual relacionado a momentos
vividos nesta grande viagem...
(...)
n.m.t.m.

Lua...

Foto: Cibele Delfim




Só o que está morto não muda! Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

Clarice Lispector

quinta-feira, 24 de março de 2011

Quietude...


Foto: Cibele Delfim

Saber ouvir o coração é um mistério que se aprende na quietude... Dele, o coração, procedem as fontes da vida. (Pv 4.23)

terça-feira, 22 de março de 2011

Bem me quer, mal me quer...

Foto: Cibele Delfim



Bem me quer, mal me quer
Dizia a sorte esgueirada
Para o Amor que queria ter
Alma que se sentia desamparada

A sorte não existe em coisas de Amor
Nem coisa alguma, que se procure ter
Nada se encontra no exterior
Estando tudo dentro de cada Ser.

Amor que germina sentindo
Amor que vive vivendo
Amor que brota em desatino
Em cada Ser se contendo

À espera de ser correspondido
Na ânsia em se entrelaçar
À espera apenas de ser vivido
O Amor que tem para ofertar

Bem me quer, bem me quer
Diria a sorte desenganada
Que o Amor está para quem quer
Para quem quer ser estimada.

Não há sorte nem azar que nos desampare
Quando o coração nos enche
Basta ter dentro um Amor impar
Aquele Amor que nos preenche...!

S.B.
Julho/2007

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Alegria & São Luiz do Paraitinga

Foto: Cibele Delfim




26ºFestival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga - 2011

Pois é, São Luiz está viva!!
Tive o prazer de poder estar nesta 26ª edição do festival de marchinhas, e não poderia deixar de registrar!
Tamanha foi minha alegria, e melhor ainda foi poder ver e sentir uma energia que ainda está viva! Energia esta que percorre as ruas, o coreto e o coração do povo de São Luiz.
Depois de duas noites de festival, revendo as fotos, lembrei de uma composição que sempre gostei e que achei apropriada para a fase que vivo e o momento reconstrução de São Luiz do Paraitinga!
Cibele

Eu Apenas Queria Que Você Soubesse

Composição: Gonzaguinha

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tocando em Frente...

Foto: Cibele Delfim



Tocando em Frente...

Ando devagar por que já tive pressa
E levo esse sorriso por que já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Nada sei.

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou.

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.

Renato Teixeira